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Caraguatatuba
23 Julho 2024

O gasoduto em Caraguá pode representar risco?

Duas notícias, ainda que isoladas, e de fontes diferentes me chamaram a atenção na manhã desta terça-feira e acredito que mereça uma reflexão, já que em nossa cidade o gasoduto da base de gás Monteiro Lobato passa ao lado do não inaugurado Hospital Regional e de dois bairros, Pontal Santa Marina e Jardim Britânia.

Lembro ainda que no caso do Pontal Santa Marina, bairro em que moro, a Petrobras preferiu privilegiar as vacas da fazenda Serramar à segurança de moradores do bairro.

Venda de refinaria pela Petrobras sofre contestação judicial em Manaus

Sindicato dos Petroleiros do Amazonas pede paralisação das negociações da estatal com o grupo ATEM

“A venda da REMAN, além de representar um grave risco ao mercado consumidor do Amazonas, acarretando formação de monopólio privado, fica ainda mais grave com o baixo valor anunciado”, informou o advogado Ângelo Remédio, da Advocacia Garcez, que representa o sindicato amazonense na ação. Para o presidente do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro, “é preciso paralisar esta privatização ilegal”.

Segundo a entidade, a refinaria está avaliada com um valor mínimo, pelo câmbio mais elevado deste ano, em US$ 279 milhões.

A estatal informou ter assinado, no dia 25 de agosto, o contrato de venda da REMAN por US$ 189,5 milhões (R$ 994,15 milhões), com o Grupo ATEM. A refinaria é a segunda dentre as oito que estão em processo de venda a ter o contrato assinado. Em 24 de março, foi assinado o contrato de venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) na Bahia.

A estatal não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Bloomberg Línea sobre a contestação do Sindipetro-AM.

Fonte – Bloomberg Línea

Vazamento em gasoduto de Suape (PE) expõe os riscos

causados pelo desmonte do Sistema Petrobras

O Sindipetro PE e PB reporta vazamento de gás ocorrido na quarta (13) e alerta que a privatização da TAG e a redução de efetivos no Sistema Petrobras aumentam os riscos de acidentes.

Um vazamento de gás natural (GN) na quarta-feira (13), no ponto de entrega da Usina Termoelétrica, poderia ter provocado outra tragédia nas instalações do Sistema Petrobras no Complexo Portuário de Suape, em Ipojuca. O incidente ocorreu em um equipamento que trabalha com pressões elevadas, capaz de provocar acidente fatal.

Com a privatização em definitivo dos gasodutos da Transportadora Associada de Gás (TAG), os trabalhadores da Transpetro têm se queixado ao sindicato, pelo aumento da carga de trabalho. Tal como já aponta investigação realizada pelo Ministério Público do Trabalho, no estado da Bahia, pós privatização da RLAM, “a redução de efetivo mínimo nas áreas operacionais implica na intensificação do trabalho em várias unidades e no acúmulo de responsabilidades para as equipes que permaneceram”. Situação que já tem afetado a saúde mental de alguns trabalhadores.

Após a autorização da Suprema Corte do Poder Judiciário, em 2019, a Petrobras encaminhou a venda dos 90% da sua participação na TAG e no ano seguinte concluiu a privatização, para a Engie Brasil e pelo fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ). De lá para cá o que impera é a incerteza entre os trabalhadores quanto ao futuro das operações.

A TAG detém contrato até março de 2022 para operar e administrar o sistema de gasodutos de cerca de 4,5 mil km de extensão, localizados principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil e com capacidade instalada de 75 milhões de metros cúbicos por dia. Depois desse prazo o destino destes trabalhadores passa a ser incerto.Em reunião com a Gerência do Gasoduto no dia 09 de setembro para tratar da transição dos trabalhadores da Transpetro na TAG, o sindicato alertou da preocupação com o risco grave e eminente de acidente no local de trabalho.

Incertezas como estas, que dizem respeito ao salário, condições de trabalho e relocações arbitrárias potencializam os riscos para os trabalhadores.

Fonte – FUP

Cesar Jumana