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Caraguatatuba
16 Julho 2024

O Bolsa Família “Mascarado”

Como tenho dito, “O Brasil é um País rico e essa riqueza pertence a todos os Brasileiros. Ainda que de forma justa, privilegiemos os empreendedores, que trabalham duro e correm riscos, a verdade é que todos têm direito a essa riqueza, recebendo o básico para sua sobrevivência como moradia, alimentação, educação e saúde”.

O programa Bolsa família não só retirou o Brasil do mapa da fome como promoveu a divisão de renda. Muitos municípios apresentaram altos índices de desenvolvimento, principalmente no norte e nordeste.

Cabe sim ao estado promover essa distribuição de renda, pois os empreendedores nunca o farão. Continuarão a dizer que pobre não pode usar elevador social e nem viajar.

É inadmissível que o País considerado o celeiro do mundo, um dos maiores exportadores de alimentos, tenha milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza e passando fome.

Contracenando com essa injustiça social ainda vemos castas em nossa sociedade que de forma absurda ostentam grandes salários. Destaco aqui a casta dos políticos, do judiciário e da classe empresarial. Muitos ganhando mais de cem vezes o salário mínimo, fora as mordomias.

Outro exemplo dos absurdos que aqui acontecem é a Petrobras. Empresa que teve seu capital aberto por Fernando Henrique Cardoso, mas que ainda pertence em sua maioria ao povo brasileiro e que não cumpre seu papel social.
Com lucros altíssimos como o apresentado no último trimestre, distribui seus lucros com acionistas, que representam a minoria de seus proprietários e nega essa participação ao povo brasileiro. Gasolina chegando ao absurdo de custar mais de R$.9,00 o litro em estados como o Acre.

Depois de ter a reprovação de seu Governo atingindo índices alarmantes (63% como péssimo e ruim em outubro), Bolsonaro apela para o populismo e tenta mudar o nome do programa criado no governo Lula, que há 18 anos ampara os menos favorecidos, na busca de votos para as próximas eleições.

O novo Bolsa Família seguirá o mesmo padrão do extinto programa social. Isso quer dizer que os beneficiários devem se enquadrar nas linhas de pobreza e extrema pobreza, cuja renda per capita mensal varia de R$ 89 a R$ 178, mas nem todos os que recebiam o antigo Bolsa Família continuarão a receber. Novos procedimentos são exigidos como a atualização no CadÚnico.

E a menos de um mês para o começo do novo programa, nenhuma orientação através de campanhas midiáticas estão sendo promovidas para orientação de quem precisa, relegando a uma grande maioria a não receber absolutamente nada.

Sem dinheiro para implantar seu novo Bolsa Família, compra parlamentares com ajuda do presidente da Câmara Federal, para aplicar um calote monstruoso a seus credores não pagando precatórios o que apenas transfere o problema a seu sucessor. Cria uma verdadeira bola de neve que deve aumentar a cada ano até a falência total do estado.

Se vocês repararem bem, muitos de nós sabíamos que no período pós pandemia o povo pagaria a conta desse desastre governamental e natural. Aliás já estamos pagando, basta ver a inflação dos últimos meses, mas as castas a que me referi no início não estão pagando nada.

Deputados bandidos, ainda tentaram aumentar o fundo partidário, cobraram verbas parlamentares milionárias para apoiar o governo, e aumentar seus benefícios. As outras castas em nada colaboraram para nos ajudar no pagamento dessa conta.

É nesse caos criado por um governo incompetente, agravado pela catástrofe da pandemia que podemos afirmar que pelo menos dez anos serão necessários para voltarmos as mesmas condições que tínhamos no final do governo Lula.

Mas o que podemos fazer? Só tem um caminho, aprender a votar. Essa é a única arma que a democracia nos dá.

De minha parte, além de relatar esse desastre é chamar esse novo programa não pelo nome que Bolsonaro quer dar mas de “Bolsa Família Mascarado”, como estelionato.

Cesar Jumana