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23 Julho 2024

Instituto Conservação Costeira

A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM), em parceria com o Instituto Conservação Costeira (ICC) realizou nesta quarta-feira (15), no Instituto Verdescola, na Vila Sahy, reunião para a apresentação dos projetos de elaboração do plano de manejo da taboa e da caixeta da Área de Proteção Ambiental (APA) Baleia Sahy, aos artesãos e lideranças comunitárias da região.

O objetivo foi cadastrar artesãos que utilizam este material, esclarecer dúvidas sobre o tema, quanto, também, as saídas de campo e oficinas que estão previstas para os próximos meses.

Os programas serão desenvolvidos em 2022. Participaram do encontro, técnicos da Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM), Instituto Conservação Costeira (ICC) e da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SIMA).

Taboa

A taboa (Typha domingensis) é uma planta aquática típica de brejos, manguezais, várzeas e outros espelhos de águas. Com fibra durável e resistente pode ser utilizada como matéria-prima para papel, cartões, pastas, envelopes, cestas, bolsas e outros itens de artesanato. Além disso, é uma depuradora de águas poluídas. Na Costa Sul de São Sebastião, a espécie era farta. Atualmente, existe em poucos locais e há restrições para a supressão.

Caixeta

Já o habitat natural da caixeta são os terrenos alagadiços da faixa litorânea, na Mata Atlântica. A madeira é muito leve e extremamente fácil de cortar, aplainar e lixar. A árvore tem múltiplas utilidades, o que lhe conferiu importância econômica nas áreas de ocorrência. Ela é usada no artesanato, fabricação de lápis, construção de instrumentos musicais, palitos de fósforos, entre outros objetos.

A ausência de um plano de manejo adequado normalmente resulta em práticas inadequadas de exploração, como a inexecução de desbrota após o corte, que pode diminuir o incremento de madeira e comprometer explorações futuras. Lei nacional também proíbe a exploração da espécie.

APA Baleia Sahy

A APA Baleia Sahy é uma Unidade de Conservação Municipal que teve sua criação impulsionada por mais de 5.200 assinaturas da sociedade civil. A Lei Municipal 2.257/2013 protege mais de milhão de metros quadrados, entre as praias da Baleia e Barra do Sahy.

Em 2016, a lei foi ampliada e área de preservação ambiental aumentou para quase quatro milhões de metros quadrados (Lei Municipal 2.214/2016), que protege mais de 87 espécies da fauna da Mata Atlântica.

O modelo é inovador em termos de gestão participativa e a APA Baleia Sahy é cogerida pelo Instituto Conservação Costeira (ICC), parceria e cooperação com a Prefeitura de São Sebastião e Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM), com intuito de resgatar a cultura caiçara de forma sustentável.