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14 Julho 2024

Bolsonaro não engana ninguém

Inúmeras foram as matérias jornalísticas publicadas no Brasil a respeito das mentiras que foram proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro e por seus representantes na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP26).

Talvez o atual governo acreditasse que pudessem enganar os países participantes e seus governos, mas matéria publicada pelo New York Post, um dos mais conceituados jornais norte americano, edição do dia 22 de novembro, escancarou a verdade.

Talvez isso justifique o fato de a China ter suspendido e os Estados Unidos estar estudando boicotar a importação de proteínas do Brasil.

Mas não fica só ai, a União Europeia avança para banir compra de carne e soja de áreas desmatadas.

O lado negativo, em minha opinião é a vergonha internacional por que passamos.

O lado positivo é que a carne possa cair de preço e mais brasileiros terem acesso a ela.

Vejam a matéria publicada:

New York Post – 20/11/2021

Governo do Brasil escondeu aumento do desmatamento na Amazônia antes da cúpula do clima da ONU

Autoridades do Estado do Pará, norte do Brasil, fiscalizam área desmatada na floresta amazônica durante vigilância no município de Pacajá.

As autoridades do governo brasileiro mantiveram estatísticas sobre um aumento dramático no desmatamento na Floresta Amazônica em segredo durante a recente Cúpula do Clima das Nações Unidas em Glasgow, de acordo com um relatório.

Dias antes da cúpula da COP26, que começou em 31 de outubro, o presidente do Brasil Jair Bolsonaro se reuniu com um grupo de ministros federais na capital brasileira, Brasília, e decidiu suspender os estudos de que o desmatamento havia aumentado em mais de 20 por cento em 2020-2021 até após a cúpula da ONU, de acordo com a Associated Press, citando dois ministros que estavam na reunião.

A região amazônica perdeu 5.100 quilômetros quadrados de floresta tropical entre agosto de 2020 e julho de 2021 – um aumento de 22 por cento e o pior em 15 anos, de acordo com dados governamentais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do país divulgados na quinta-feira.

Antes da reunião de Glasgow, o governo federal brasileiro lançou uma nova iniciativa ecológica, em um esforço para projetar “gestão ambiental responsável” para o mundo exterior.

Um dos dois ministros que participaram da reunião presidencial disse à AP que a decisão de reter os dados fazia parte de “uma estratégia para recuperar a credibilidade ambiental no exterior”.

Cesar Jumana